Eu fui onde precisavam de mim.
Por oito anos, trabalhei como médico em missões humanitárias. Cuidar de crianças era meu propósito.
Na última missão, uma viagem prevista para três meses acabou durando quase seis.
Longe de casa, nem sempre havia sinal de telefone. Eu não sabia o que começava a acontecer com a Lívia.
A notícia chegou dentro da nossa casa.
As dores de cabeça da minha filha não passavam. Minha esposa enfrentou as consultas enquanto eu estava longe.
Foi ela quem ouviu primeiro a palavra que mudou nossa vida: tumor.
Quando voltei, deixei de ser apenas o médico que lia exames. Era o pai tentando encontrar uma saída.
Hoje, meu lugar é ao lado dela.
Larguei as missões e vendi o que tinha, inclusive nosso apartamento. Ainda assim, não consegui reunir o necessário para a cirurgia.
Agora fico na cadeira ao lado da cama da Lívia. Ali eu descanso, seguro sua mão e oro.
Ela me perguntou: “Papai, se você cura as crianças que precisam, por que não consegue me curar também?”
Eu continuo procurando uma resposta que possa dar com atitudes.
Eu quero estar nos próximos aniversários.
Houve aniversários em que o trabalho me manteve longe. Hoje, o que mais quero é ter outros dias com ela.
Criei esta campanha para pedir ajuda com a cirurgia da minha filha. Cada contribuição soma ao esforço da nossa família.
Se você puder participar, escolha abaixo um valor. Se não puder doar, compartilhar também leva nosso pedido mais longe.